Estudo base para o abastecimento de água ao Sul do concelho

O estudo base para o abastecimento de água ao sul do concelho de Abrantes, a partir da captação na Albufeira de Castelo do Bode, foi apresentado no dia 20 de Março, no auditório da Biblioteca Municipal António Botto.

O estudo apresenta a melhor solução para ampliar e prolongar ao sul do concelho o actual sistema de captação e abastecimento de água, a partir desta origem, garantindo uma cobertura a cerca de 82% das necessidades do concelho, até 2013. Presentemente este sistema permite abastecer cerca de 44% dos cerca de 43 mil habitantes do concelho.

Com um investimento total de 7.239,250€, o estudo aponta para a construção de 54 km de conduta, dois reservatórios (um no Castelo, outro entre o Pego e Concavada), a ampliação dos actuais reservatórios localizados em Casais de Revelhos, Srª da Luz, Encosta da Barata e S. Facundo e a construção de estações elevatórias em Alvega e na Barrada. Para além do alargamento do sistema, será modernizado o equipamento electromecânico das estações elevatórias já existentes, para além do reforço do tratamento ao longo da distribuição, através da instalação e aperfeiçoamento de 42 postos de cloragem.

A população a servir será de 16. 876 habitantes, dos quais 919 na margem norte e 15.957 na margem sul, tendo para o efeito sido instalada uma conduta que atravessa o Tejo, aquando da construção do açude insuflável, que permitirá levar a água da albufeira ao sul do concelho, nomeadamente a freguesias como Tramagal, S. Miguel do Rio Torto, Concavada, Alvega, S. Facundo e Vale das Mós. O novo sistema assegurará também o abastecimento a zonas do norte do concelho que ainda não são abastecidas a partir do Castelo do Bode, como são os casos de Rio de Moinhos e Casais de Revelhos. Nos casos das freguesias de Rossio ao Sul do Tejo, Bemposta, Concavada e Mouriscas, estas dispõem de captação e abastecimento próprio e suficiente em quantidade e qualidade. No norte do concelho, as freguesias de Fontes e Souto dispõem igualmente de captação própria.

Os actuais sistemas de abastecimento vão manter-se e servirão de reserva para situações de emergência, possibilitando uma alternativa para ligação imediata à rede.

Maria do Céu Albuquerque, Vereadora e presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados, explicou ser esta a melhor opção porque “permite fazer um abastecimento em grande escala, de forma gravítica (…). É um sistema vantajoso que permite ganhos em termos de eficiência e, tendo incluído um sistema de telegestão, possibilita o controlo efectivo de perdas de água na rede”.

O estudo prévio está concluído e aprovado pelo conselho de administração dos Serviços Municipalizados e, segundo a autarca, até final de 2009 deverá ser lançado concurso público para a concessão da obra. Frisando que a questão da água é hoje “ cada vez mais central, à escala global”, o Presidente da Câmara adiantou que “(…) a água não é um recurso inesgotável, ilimitado ou infinito. Como todos os recursos, exige gestão, rigor, uso racional, poupança e disponibilidade de qualidade”. Para Nelson de Carvalho, o abastecimento a partir da origem da Albufeira de Castelo do Bode significou desde a data do primeiro abastecimento (2003) “um passo em frente” porque, veio “resolver dificuldades de abastecimento a partir dos tradicionais sistemas de captação”, passou a garantir o abastecimento “em quantidade e qualidade, com efeitos de racionalidade de consumo” e veio colmatar os elevados custos inerentes aos inúmeros sistemas de captação que funcionavam anteriormente.

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